André Rocha em 08/04/17

O senhor da guerra não sabe o que é luta.
Não sabe o que é luto, nem sabe perder.
O senhor da guerra em sua piedade fajuta
Só diz intervir apenas para o mal conter.

Os sacos pretos anônimos nunca se viu
Pois o senhor da guerra é muito ocupado.
O senhor da guerra e seu interesse vil
Olha no espelho e nunca acha o culpado.

O senhor… não sabe o que é cova rasa,
Tampouco imagina tantas filas de cruzes.
Muitas as perdas e sem volta para casa,
Minutos de silêncio, apagam-se as luzes

Sentimento de perda aqui, ali, no mundo
Ódio induz ao ódio, falta até a esperança.
Todos já sabem, com um medo profundo:
“O senhor da guerra não gosta de criança.”

André Rocha

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André Rocha em 17/12/16
Ah, eu já nem me ouço!
Meus próprios conselhos
Cabem no meu bolso
E já sinto meus joelhos…
 
Caminhando, só pela rua
Bom, relembro como foi…
Não importar se sol ou lua
Independente, tchau ou oi!
 
E nada fazia sentido, mas
Era um bom tempo de paz
E não voltará, não voltará!
 
Sincera infância, tinha tudo!
E era só o que desse estudo
E é exatamente o que restará.
 
André Rocha
Primavera 16
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André Rocha em 17/12/16

Efervescente, turbilhão de ideias
O papel não suporta o excesso.
Em uma triste ópera sem plateia
Escrevemos roteiros sem sucesso.

Parca vontade de lutar, divergir
Ir de encontro ao martelo batido.
Leiloam nossas vidas sem fingir
Sem remorso pelo povo abatido.

E os planos sinceros. Mas eram?
O acalanto para os que esperam
Algo além desta forte explosão?

E as propostas de emenda à lei
Corrobora todo mal que escutei
Ou poderia trazer futuro à nação?

André Rocha
Primavera 16

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André Rocha em 17/12/16

Se meu canto, não encanta
Minha voz está cheia de ‘nós’.
E de tanto, arranha garganta
Fico a sós com uma dor atroz.

André Rocha
Primavera 16

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André Rocha em 17/12/16

E finda mais um ano complexo!
Apesar do estudo, subjetividade!
De muito trabalho, pouco reflexo
E entre antes amigos, saudade.

Finda mais um ano de revoluções
De amores infinitos à rompimentos
De motivo algum, novas canções
De corações secos, sentimentos.

Um ano de competições e derrotas
Em outros algumas vitórias a mais.
Perdas irreparáveis em vias tortas
E ainda tem aquele que tanto faz.

Retrospecto da música ficar muda
Em vozes silenciadas neste plano.
Tristes lembranças a alma desnuda
Faz com que certo seja o engano.

Dentre ser honesto, paz verdadeira
A ter milhões do orçamento do povo
Dormir tranquilo, a minha bandeira
E seja punido o parlamentar estorvo.

E finda mais um ano dentre milhares
Ainda espero contar muitas histórias
Seguem estes versos tão peculiares
E não se apaguem nossas memórias.

André Rocha
Primavera 16

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