{"id":65,"date":"2010-12-08T01:04:00","date_gmt":"2010-12-08T04:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/andrerocha.net\/blog\/?p=65"},"modified":"2010-12-08T01:04:00","modified_gmt":"2010-12-08T04:04:00","slug":"o-que-penso-da-poesia-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/?p=65","title":{"rendered":"O que penso da poesia&#8230; (2005)"},"content":{"rendered":"<p>A poesia \u00e9 minha amiga, embora seja uma amiga muito ingrata, \u00e9 muito importante em minha vida. Digo ingrata pelo simples motivo de eu dar aten\u00e7\u00e3o para ela, mas quando dela preciso, esvai-se como areia dentre meus dedos, n\u00e3o restando sequer alguns versos brancos ou pelo menos algumas rimas pobres, muitas vezes sem sentido&#8230; Mas&#8230; sentido para quem? O poeta muitas vezes n\u00e3o se faz entendido ou se faz de desentendido, mas por que? A resposta \u00e9 muito simples, o sentimento \u00e9 pessoal e intransfer\u00edvel! No m\u00e1ximo se reproduz ou se imita o sentimento de outra pessoa, mas \u00e9 imposs\u00edvel vive-lo da mesma forma e muito menos na mesma intensidade. H\u00e1 quem exagera, e como j\u00e1 disse Fernando Pessoa: \u201cO poeta \u00e9 um fingidor. \/ Finge t\u00e3o completamente. \/ Que chega a fingir que \u00e9 dor. \/ A dor que deveras sente\u201d.<br \/>\nO principal recurso aliado do poeta (al\u00e9m da rima) \u00e9 a liberdade, a liberdade po\u00e9tica. Seria como poder abrir uma brecha dentro do nosso idioma, para semear algo que s\u00f3 brota com poesia. Pode ser uma palavra nunca vista, pode ser uma n\u00e3o escrita corretamente, mas uma coisa sempre \u00e9 certa, quem ama poesia, disto n\u00e3o se importa, mesmo se a estrada seja a certa ou mesmo sendo ela torta.<br \/>\nPosso dizer dos meus escritos o seguinte. Eles s\u00e3o partes de mim e eu deles, haver\u00e1 quem os chame de lixo, mas para estes direi: ao menos os peguem para reciclagem&#8230;<br \/>\nAndr\u00e9 Rocha (algum dia de 2005)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poesia \u00e9 minha amiga, embora seja uma amiga muito ingrata, \u00e9 muito importante em minha vida. Digo ingrata pelo simples motivo de eu dar aten\u00e7\u00e3o para ela, mas quando dela preciso, esvai-se como areia dentre meus dedos, n\u00e3o restando sequer alguns versos brancos ou pelo menos algumas rimas pobres, muitas vezes sem sentido&#8230; Mas&#8230; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[30,43],"class_list":["post-65","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-poesias","tag-poesia","tag-versos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/65","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=65"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/65\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":242,"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/65\/revisions\/242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=65"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=65"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/andrerocha.net\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=65"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}