Calo minha boca, me dou por vencido
Escute meu silêncio e veja minha alma.
Não preciso estar presente e ser ouvido
E seja como for, independerá de calma.

Azedo momento qualquer vida passa
Só não é normal o azedume corriqueiro.
E tudo já está ficando, assim, sem graça
Passar por dissabores pelo mês inteiro.

Sei lá se o silêncio faz algum sentido
Se ao final das contas um cara perdido
Fará outros no caminho se perder.

E eu sei lá se afinal é pirraça!
Se no calor da fúria uma rechaça
Fará dois ou um se arrepender.

André Rocha
07/03/2014

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