André Rocha em 17/12/16
Ah, eu já nem me ouço!
Meus próprios conselhos
Cabem no meu bolso
E já sinto meus joelhos…
 
Caminhando, só pela rua
Bom, relembro como foi…
Não importar se sol ou lua
Independente, tchau ou oi!
 
E nada fazia sentido, mas
Era um bom tempo de paz
E não voltará, não voltará!
 
Sincera infância, tinha tudo!
E era só o que desse estudo
E é exatamente o que restará.
 
André Rocha
Primavera 16
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André Rocha em 17/12/16

Efervescente, turbilhão de ideias
O papel não suporta o excesso.
Em uma triste ópera sem plateia
Escrevemos roteiros sem sucesso.

Parca vontade de lutar, divergir
Ir de encontro ao martelo batido.
Leiloam nossas vidas sem fingir
Sem remorso pelo povo abatido.

E os planos sinceros. Mas eram?
O acalanto para os que esperam
Algo além desta forte explosão?

E as propostas de emenda à lei
Corrobora todo mal que escutei
Ou poderia trazer futuro à nação?

André Rocha
Primavera 16

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André Rocha em 17/12/16

Se meu canto, não encanta
Minha voz está cheia de ‘nós’.
E de tanto, arranha garganta
Fico a sós com uma dor atroz.

André Rocha
Primavera 16

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André Rocha em 17/12/16

E finda mais um ano complexo!
Apesar do estudo, subjetividade!
De muito trabalho, pouco reflexo
E entre antes amigos, saudade.

Finda mais um ano de revoluções
De amores infinitos à rompimentos
De motivo algum, novas canções
De corações secos, sentimentos.

Um ano de competições e derrotas
Em outros algumas vitórias a mais.
Perdas irreparáveis em vias tortas
E ainda tem aquele que tanto faz.

Retrospecto da música ficar muda
Em vozes silenciadas neste plano.
Tristes lembranças a alma desnuda
Faz com que certo seja o engano.

Dentre ser honesto, paz verdadeira
A ter milhões do orçamento do povo
Dormir tranquilo, a minha bandeira
E seja punido o parlamentar estorvo.

E finda mais um ano dentre milhares
Ainda espero contar muitas histórias
Seguem estes versos tão peculiares
E não se apaguem nossas memórias.

André Rocha
Primavera 16

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André Rocha em 17/12/16
De repente o amor
Seria como degustar frutas
Desde as que adoçam a boca
às mais amargas que existem…
Das outras que nos lambuzam
Às outras que nos mancham…
Tem umas que nos saciam
Outras nos deixam com fome…

De que pomar viria o amor?
Se eu pudesse plantar,
reservaria lugar aqui no peito
para poder colher sempre…
…independente de qual estação…
Mas agora chove e logo chega a seca
De repente… nada escolherei…
E o nada colherei…

André Rocha
Primavera 16

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