André Rocha em 30/09/10

VIVA SEM ÁLCOOL, VIVA SEM DROGAS

Em mais uma dose a se perder na mentira
Vi você buscando sua felicidade artificial.
E ainda achando que o mundo à sua volta gira
Não consegues perceber o quanto lhe faz mal.

Volátil como o álcool que em seu corpo conspira
Tudo que fizeste tende acabar em um triste final.
Dos vários males que sofrerá enquanto respira
O pior será quando o desprezo se tornar habitual.

Mas a esperança que tenho, tão fácil não me tira.
Você ainda pode vencer o vício e voltar ao normal.
Entretanto, se insistir nisto que sua cabeça revira
Muito lamentarei quando terei de ir ao seu funeral.

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André Rocha em 09/05/10

Como recompensar quem merece todas as glórias,
Quem sabe, como ninguém, onde começa a vida,
Cujo conhecimento não cabe em livros de histórias,
Quem, mesmo a provar a dor, não se vê abatida?

Que sinônimo dar a quem passa por qualquer situação
E é capaz de sorrir, como se fosse normal padecer?
Como definir a mulher que consegue partir o coração
Para, como sempre, não deixar um filho sofrer?

Mãe, nome pequeno, desproporcional ao que representa.
Singela doçura que com o seu amor complementa,
Tão grande as razões para a humanidade existir.

Mãe, os melhores adjetivos para vê-la sorridente,
Ainda não bastarão para dar de presente,
Tão grande a consideração que tenho por ti.

André Rocha Outono 2007

Vídeo disponível no YouTube
Origem da Vida (Homenagem às Mães)

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André Rocha em 22/04/10

Mais uma vez o Sol, no horizonte aparece
E são cinquenta anos desta tão singela cena.
Para agradecer o dia, renovo a minha prece
Enquanto admiro Brasília e sua beleza plena.

O frio concreto orvalhado durante a madrugada
Vai se aquecendo com o Sol e a gente a chegar.
O trabalho, presente desde antes de inaugurada
Movimenta e traz pessoas, vindas de todo lugar.

Para completar esta mistura de gente com a cidade,
Olhamos para cima e nos perdemos no céu sem igual.
Por estes e outros motivos merece ser nossa Capital.

O povo, o concreto e o melhor da diversidade cultural
Resulta em sua indiscutível e irretocável identidade
Assim é Brasília, não atoa, Patrimônio da humanidade.

André Rocha, Outono de 2010

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UM – A FARRA: PREPARANDO O PALCO

Chegou a hora de mais um teatro eleitoral!
Atores e atrizes já estão orientados para falar.
Irão dizer tudo que o povo quer, mas afinal
Quando será que este “show” vai nos custar?

E chegou a hora do nosso teatro quadrienal.
Então, vamos fingir que não existe corrupção?
Vamos fingir que não existe político do mal?
Vamos fingir que somos uma feliz nação?

Vamos fechar os olhos e então imaginar
Que não é impossível um país perfeito.
Basta saber escolher quem lhe governará.
E é essencial ir à urna e saber votar direito.

DOIS – PÓS-FARRA: LUCRO E DIVIDENDOS

Hora de recompensar aliados e financiadores
Muito longe de serem aqueles que de fato merecem:
Enfermeiros, médicos, policiais, professores…
E outros tantos que alguns políticos esquecem.

Estamos longe destas “toxinas sociais” expelir
E um novo recinto do mal irão inaugurar.
Mais verba para o gabinete irão pedir
E de mais um hospital a verba se desviará.

Na situação em que tudo depende
Daquele povo que pouco ou nada lê.
Não se critica quem não o defende
E ainda coloca no bolso tudo o que vê.

TRÊS – A FESTA, SEM MOTIVO PARA FESTA

Neste momento, tudo da revolta, já passou.
Hoje, agora, só tenho a dizer: tenho medo!
A tênue esperança ainda não se acabou,
E fico temeroso com o que fazem em segredo.

Agora, Brasília passa dos cinquenta de idade
E aqueles caras, passaram dos cinquenta por cento.
Vamos exigir que prevaleça a legitimidade
E não o repetido mal agouro e este tormento.

Cinquenta anos de vida e nada de festa!
Não vamos fingir que nada de mal aconteceu.
Fechar os olhos para o que não se contesta
É pior que enterrar aquele que ainda não morreu.

André Rocha, Outono 2010

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André Rocha em 09/02/10

SALVE O PLANETA!

O triste é que a “salva” foi esquecida
E o melhor sentido fica o de resgatar.
Nossa Terra cada vez mais exaurida
E nosso tempo tão prestes a acabar

Não vou salvar o mundo sozinho
Mas os meus braços não vou cruzar.
Agora você cruzou este caminho
E com sua parte agora poderá ajudar.

Não pense que é inútil pensar o bem
Combatendo todo mal que aí está.
Mesmo que a certeza é não ir além
Certeza mesmo é pior poder ficar.

Então, mãos à obra e Salve o Planeta
Que seus filhos irão dele precisar.
Se tem o poder ou dom, use a caneta!
Muito antes que nada possa restar.

André Rocha, 09 de fevereiro de 2010.

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